Qual o país mais inovador do mundo? Brasil é o 69°no ranking

    Você já ouviu falar sobre Índice Global de Inovação, ou como é mundialmente conhecido, Global Innovation Index - GII ? É uma pesquisa anual publicada de forma colaborativa pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, World Intellectual Property Organization), a Universidade americana de Cornell e a francesa INSEAD Business School. A pesquisa busca guiar e ajudar os países na formulação de políticas para o desenvolvimento de soluções que estimulem a inovação.

    Em 2016, a Suíça segue liderando o ranking das economias mais inovadoras do mundo. O Brasil ficou em 69º entre os 128 países pesquisados. Essas economias representam 92,8% da população mundial e 97,9% do Produto Interno Bruto, o PIB global. Dos 100 pontos possíveis, o Brasil obteve 33,2. Os quatro primeiros colocados tiveram entre 61 e 66 pontos.

    "O Brasil se saiu muito bem quanto à escala de mercado. É o número sete do mundo nesse ranking. Em porcentagem de transferência tecnológica, está em oitavo. Está relativamente bem, em 17º lugar, nos gastos de pesquisa e desenvolvimento das grandes empresas. O Brasil tem sido mais constante em relação aos insumos, tudo que é esforço para manter a inovação tem se mantido. O Brasil não perdeu posições nisso, o que não consegue ter é uma transformação disso em resultados.", explicou o economista sênior da agência da ONU, Júlio Raffo.

    A edição deste ano teve foco na crescente participação da inovação desempenhada por meio de redes globais. O relatório avaliou os resultados das políticas de inovação de 128 países, a partir de 82 indicadores, entre eles relacionados à capital humano e pesquisa científica, infraestrutura, sofisticação de mercado, economia, política, tecnologia e sofisticação comercial.

    Na prática, o Índice significa que as nossas políticas públicas não são eficientes, pois não promovem que sejam geradas inovações de forma rápida e com valor agregado ao mercado consumidor, gerando valor econômico real, ou seja, que promovam a geração de lucros reais. Do ponto de vista do empreendedor, significa que o % de inovação apresentado ao mercado ainda é baixo, permanecendo o foco em produtos com tecnologia já dominada ou cuja tecnologia foi importada.

        Embora esta baixa colocação, como atuamos fortemente em patentes, cujo objetivo é justamente proteger a inovação, vivenciamos um cenário de crescente busca por novas soluções nos mais diversos setores. São muito frequentes as buscas por proteção de produtos que se utilizam de tecnologias limpas, de produtos que melhoram a produtividade industrial grandemente e até mesmo de novos produtos que acabam virando febre de consumo.