Estudo vai destacar a influência das novas tecnologias na Indústria Brasileira

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), deu início ao Projeto Indústria 2027: Riscos e Oportunidades para o Brasil diante de Inovações Disruptivas. Com o olhar atento aos efeitos das mudanças tecnológicas em todo o mundo, a CNI quer analisar as principais tendências e como elas devem alterar o processo produtivo da indústria brasileira nos próximos dez anos. O objetivo é fornecer informações detalhadas para assim escolher a melhor maneira de se adaptar.A primeira etapa da pesquisa vai aprofundar o conhecimento sobre oito grupos de inovações disruptivas:

- Internet das coisas: relacionada a sistemas de monitoramento inteligentes;
- Tecnologia de redes de comunicação: permite a conexão entre diferentes áreas da empresa;
- Inteligência artificial: sistemas capazes de lidar com grandes quantidades de informações;
- Big data: softwares para interpretação de dados; 
- Produção inteligente e conectada: máquinas integradas que trocam informações entre si;
- Bioprocessos e biotecnologias avançadas: prometem revolucionar a produção de alimentos, a fabricação de medicamentos e o refino de petróleo;
- Nanotecnologia: permite aumentar a produtividade dos cosméticos e criar tecidos inteligentes para roupas;
- Materiais avançados: estão revolucionando alguns setores, como a indústria automobilística; 
- Armazenamento de energia: sistemas para medição inteligente de consumo. 

A partir de outubro, na segunda etapa do projeto, os especialistas vão examinar como essas tecnologias vão provocar transformações em dez sistemas produtivos, sendo eles a agroindústria, insumos básicos, química, petróleo e gás, bens de capital, completo automotivo, aeroespacial e defesa, tecnologia da informação e comunicações, fármacos e bens de consumo. A previsão de conclusão do projeto é para o primeiro trimestre de 2018, onde a pesquisa será publicada em forma de um livro. Além de fornecer informações para a indústria, o estudo também poderá orientar a criação de políticas públicas para o setor.      

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