Patente de tecnologia: o exemplo da Apple em busca da selfie perfeita

Recentemente a Apple chamou a atenção do mercado por registrar uma tecnologia um tanto inusitada: a selfie. A ideia é que, a partir de um software, qualquer usuário possa capturar um autorretrato de qualidade, mesmo sem ter conhecimento ou habilidade para isso. Com essa inciativa, a Apple traz à tona a importância da proteção das inovações pelas empresas de tecnologia.

A busca pela patente deve estar no planejamento estratégico das equipes de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A sócia da Stock Marcas e Patentes, Cassandra Raimann explica que, uma vez que o direito à exploração exclusiva é obtido, pode-se gerar um efeito dominó no mercado, garantindo um conjunto de características exclusivas do produto e agregando valor a marca. 

“Basta pensar que por muito tempo o iPhone será o único a oferecer esta tecnologia. Quanto vale isso? Este “valor” para o inventor é muito maior do que o retorno financeiro, pois pode significar a fidelização dos clientes, destaca Cassandra.

 A Apple vislumbrou uma oportunidade, desenvolveu uma nova tecnologia de câmera e garantiu sua propriedade registrando o software. Se, de fato for implementada, o iPhone se tornará um dispositivo ainda mais atrativo para os fãs das selfies. 

No Brasil os pedidos de patente são depositados no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Após a análise da equipe técnica do Instituto, o invento pode se tornar uma patente com validade em todo o território nacional.


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