Relatório da OMPI aponta o Brasil como líder em patentes de café

Uma das bebidas mais populares no país é também uma das mais protegidas pelo sistema brasileiro de propriedade industrial. No fim de novembro, o Brasil foi citado no relatório da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) como líder em termos de patentes relacionadas ao café, sendo indicado como um país produtor que protege suas invenções relacionadas ao produto a fim de capitalizar ativos intangíveis.


O levantamento mostra como o valor adicionado ao produto aumenta graças a tecnologia, patentes e inovação. Sob esse ponto de vista, a OMPI aponta que os países produtores que não protegem seus processos, ganham menos com o grão do que os que agregam valor ao produto final.


O “Relatório sobre a Propriedade Intelectual Mundial 2017: Capital Intangível em Cadeias de Valor Global” apresenta estudos de caso para três produtos: o café, a célula de energia fotovoltaica e o smartphone. O objetivo do relatório é mostrar a importância da propriedade intelectual e outros intangíveis na produção moderna.


Confira o documento completo aqui.


Primeira patente no Brasil também está relacionada ao café


De acordo com o livro “Propriedade Industrial no Brasil – 50 Anos de História”, da Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial (Abapi), a primeira patente do país tem relação com o café. Com a instalação do governo português no Brasil, foi necessário criar meios para o desenvolvimento industrial. Com isso, Luiz Louvain e Simão Clothe entraram com o pedido de privilégio industrial para uma máquina de descascar e brunir (polir) café, em julho de 1822.

Na justificativa, os dois descreveram a invenção como uma “máquina para descascar café, a qual, além de ser inteiramente própria da invenção dos suplicantes, produz todo o bom resultado (…) pela perfeição com que descasca o café sem lhe quebrar o grão, ou seja, pela brevidade, e economia, e simplicidade do trabalho”.


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